A marca de chocolates aposta em mascote brasileira para criar conexão com o público local e impulsionar o engajamento na data comemorativa.
A Hershey’s escolheu uma capivara como nova mascote para a Páscoa 2026, substituindo o tradicional coelho em sua campanha sazonal no Brasil. Batizada de Capibarra, a personagem foi apresentada ao público por meio de uma ação criativa no LinkedIn, onde a marca simulou um processo seletivo para preencher a vaga de mascote oficial da data. A estratégia mistura humor, identidade cultural brasileira e engajamento digital para fortalecer a presença da marca no período mais importante do ano para o setor de chocolates.

Hershey’s e a Capibarra: como nasceu a nova mascote de Páscoa
A ideia de substituir o coelho pela capivara partiu de uma premissa simples e eficaz: aproximar a campanha da Hershey’s do universo cultural brasileiro. A capivara, animal nativo do Brasil, conquistou nos últimos anos um status de ícone nas redes sociais, sendo frequentemente associada a uma personalidade calma, simpática e extremamente carismática.

Para dar vida ao conceito, a marca utilizou o LinkedIn como plataforma de lançamento. A ação simulou a abertura de uma vaga de emprego para o cargo de Mascote de Páscoa, gerando curiosidade e engajamento orgânico entre os usuários da rede. A Capibarra já possuía um perfil criado na plataforma e interagiu ativamente com o público durante o processo, como se estivesse, de fato, concorrendo à posição.

A iniciativa chamou atenção pela originalidade da abordagem. Usar o LinkedIn, uma rede profissional, para uma campanha de Páscoa com tom bem-humorado demonstra uma compreensão apurada do comportamento do consumidor brasileiro, que responde positivamente a conteúdos que mesclam contexto corporativo com leveza e irreverência.
A estratégia por trás da Capibarra
A escolha da capivara como protagonista da campanha de Páscoa 2026 da Hershey’s não é coincidência. O animal se tornou um fenômeno cultural no ambiente digital brasileiro nos últimos anos, especialmente nas redes sociais, onde ganhou fama por sua aparente indiferença ao caos ao redor, o que gerou uma onda de memes e afeto popular.

Ao adotar esse símbolo, a Hershey’s posiciona sua comunicação de forma estratégica. A marca deixa de competir apenas no campo dos produtos e passa a disputar espaço na cultura pop, criando um ativo de marca com potencial de viralização espontânea.
A capivara é o animal com maior índice de simpatia espontânea entre os brasileiros nas redes sociais, segundo observações de comportamento digital nos últimos três anos. Isso torna a Capibarra uma escolha de baixo risco e alto potencial de retorno em engajamento.
O uso do LinkedIn como canal de lançamento ampliou o alcance da ação para um público adulto e profissional, segmento que consome chocolate sazonalmente e tem forte influência nas decisões de compra familiar durante a Páscoa.
A Páscoa é o segundo período de maior volume de vendas para marcas de chocolate no Brasil, ficando atrás apenas do Natal em alguns segmentos, o que justifica o investimento em campanhas com alto potencial de repercussão.
O impacto da ação no mercado de chocolates
A campanha da Hershey’s com a Capibarra chega em um momento em que as marcas de alimentos buscam cada vez mais estratégias que vão além da simples divulgação de produto. O consumidor brasileiro, especialmente os mais jovens, valoriza autenticidade, humor e identificação cultural nas campanhas que consome.
A ação no LinkedIn representa uma tendência crescente no marketing digital: o uso de plataformas inesperadas para criar contraste criativo. Quando uma marca rompe com o formato esperado de um canal, o efeito surpresa aumenta a memorabilidade da campanha e estimula o compartilhamento espontâneo.
A Páscoa 2026 ainda tem semanas pela frente, e a Hershey’s deve ampliar a presença da Capibarra em outros canais de comunicação à medida que a data se aproxima. A expectativa é que a mascote apareça em embalagens, peças digitais e ações de ponto de venda, consolidando a personagem como um símbolo reconhecível da marca no Brasil.
A aposta em uma identidade local, com um animal genuinamente brasileiro no lugar de um símbolo importado da tradição europeia, sinaliza uma mudança de postura da Hershey’s no mercado nacional. A estratégia reforça que marcas globais precisam cada vez mais adaptar sua linguagem e seus símbolos para se conectar de forma genuína com culturas locais, e que esse movimento pode ser, ao mesmo tempo, criativo, eficiente e lucrativo.

