A aparição inesperada do famoso creme de avelã durante a transmissão espacial virou o fenômeno de marketing mais comentado do ano.
Nutella na NASA foi o assunto que dominou as redes sociais após um pote do famoso creme de avelã aparecer flutuando em gravidade zero durante a transmissão ao vivo da missão Artemis II. A cena, exibida em tempo real para milhões de espectadores ao redor do mundo, viralizou instantaneamente e gerou uma avalanche de comentários, memes e análises de marketing nas principais plataformas digitais. A agência espacial americana confirmou que não houve nenhum acordo publicitário por trás do momento.
A Nutella em sua conta oficial no instagram postou:

Nutella na NASA: como o pote foi parar na Artemis II
De acordo com a NASA, o pote que apareceu flutuando durante a live é um item pessoal de um dos tripulantes da missão Artemis II. A agência foi direta ao esclarecer que não existe nenhum contrato comercial com a Ferrero, fabricante do produto, e que a aparição foi completamente espontânea e não planejada.
Os astronautas têm permissão para levar pequenos itens pessoais a bordo das missões. Alimentos que oferecem conforto emocional durante viagens longas e de alto estresse fazem parte dessa lista. O creme de avelã, aparentemente, foi a escolha afetiva de um dos membros da tripulação.
O instante em que o pote saiu flutuando em plena transmissão ao vivo foi o suficiente para que o algoritmo das principais plataformas fizesse o resto. Em minutos, clipes da cena tomaram conta do X (antigo Twitter), TikTok e Instagram, com comentários em dezenas de idiomas diferentes.
O acidente que valeu dezenas de milhões em publicidade espontânea
Sem pagar um centavo, sem assinar contrato e sem planejar absolutamente nada, a Ferrero recebeu uma das exposições de marca mais comentadas de 2026. Especialistas em marketing digital estimam que o valor equivalente em mídia paga para alcançar o mesmo volume de menções orgânicas ultrapassaria facilmente dezenas de milhões de dólares em cobertura global.
A lógica é simples: o contexto é extraordinário. Não se trata de um anúncio em horário nobre nem de um post patrocinado. A Nutella na NASA flutuando em gravidade zero, ao vivo, durante uma das missões espaciais mais aguardadas da história recente é um fenômeno que nenhuma agência de publicidade conseguiria reproduzir.

A Artemis II é a primeira missão tripulada do programa Artemis, concebida para levar humanos de volta à órbita lunar após mais de cinco décadas de ausência. O interesse do público na transmissão já era imenso antes de qualquer surpresa.
O alcance da live somado ao efeito viral nas redes sociais criou um fenômeno de mídia espontânea que dificilmente seria replicado por uma campanha convencional, independentemente do orçamento investido.
A estratégia que ninguém planejou, mas todos admiram
No universo do marketing existe um conceito chamado “earned media”, ou mídia conquistada. Ele descreve situações em que uma marca ganha visibilidade sem pagar diretamente por ela, seja por menções espontâneas, cobertura jornalística ou, como no caso da Nutella na NASA, uma aparição completamente acidental em um contexto de altíssimo impacto global.
A Ferrero não precisou de roteiro, diretor criativo ou verba de mídia. O resultado, no entanto, foi uma associação imediata da marca a um dos momentos mais icônicos da corrida espacial moderna. Para o imaginário coletivo, o produto passou a ocupar um lugar inusitado e inesquecível: o espaço sideral.
Do ponto de vista de branding, a cena reforça o que os profissionais de comunicação chamam de “relevância cultural”, a capacidade de uma marca de aparecer organicamente em conversas que realmente importam para as pessoas. Poucos produtos no mundo conseguem isso. A Nutella fez, sem querer, em plena órbita lunar.
A missão Artemis II segue seu curso com objetivos científicos e históricos de enorme peso. Mas é bem provável que, para uma parcela significativa do público global, o pote flutuante tenha sido o frame mais memorável de toda a transmissão.

