A marca usou pele bioimpressa com características de menopausa como suporte publicitário real em campanha criada pela VML.
A Avon acaba de lançar uma das ações publicitárias mais inéditas da indústria cosmética. Em parceria com a agência VML, a marca imprimiu um anúncio diretamente em pele 3D bioimpressa, desenvolvida especialmente para replicar as condições da pele durante a menopausa. É a primeira vez no mundo que esse tipo de material científico é usado como suporte de mídia. O tagline da campanha sintetiza a proposta: “Sua pele não é um teste. A nossa é.”

Avon usa pele 3D como peça publicitária real
A pele foi produzida a partir de células de mulheres brasileiras e criada para mapear as transformações cutâneas do climatério com precisão científica. Além de eliminar testes em animais, o material permite avaliar ativos cosméticos sem expor mulheres reais a substâncias não aprovadas.

A VML enxergou nesse tecido mais do que um produto de laboratório. Ao imprimir o anúncio diretamente nele, a agência transformou o resultado da pesquisa científica em peça de comunicação concreta, tornando a inovação visível e tangível.

Grupo Natura e o contexto científico da campanha
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do Grupo Natura. A empresa é pioneira em bioimpressão 3D de pele na América Latina e, em parceria com a Science Valley, conduziu o maior estudo sobre climatério já realizado no Brasil, com mais de 1.500 mulheres nas 27 capitais do país.
A pele bioimpressa menopausada é um resultado direto desse investimento em pesquisa e desenvolvimento, não uma ação pontual de marketing.
A estratégia por trás da ação da Avon
O reposicionamento da Avon como marca de tecnologia feminina, ou Femtech, ganhava força desde o início de 2026. A campanha responde a um desafio claro: transformar discurso em evidência.
Ao usar a própria pele bioimpressa como suporte do anúncio, a marca prova que a ciência por trás da comunicação é real. Para o mercado de beleza, a ação sinaliza uma tendência crescente: credibilidade científica exige prova concreta, não apenas narrativa inspiracional.

