A parceria criou uma integração visual simples e genial que já é considerada um dos maiores acertos de marca da temporada.
A Duracell transformou o carro da Williams Racing em uma das peças de branding mais comentadas da Fórmula 1 em 2026. A nova pintura foi revelada nesta semana com um detalhe certeiro: a entrada de ar acima da cabeça do piloto foi convertida em uma bateria gigante, no formato visual inconfundível da marca americana. Uma ideia que parece óbvia, mas que ninguém havia executado antes.

Duracell e Williams: a parceria que virou arte sobre rodas
A Duracell e a Williams Racing são parceiras desde 2022, mas foi em 2026 que a colaboração atingiu seu ponto mais alto em impacto visual.

Em vez de empilhar logotipos em superfícies disponíveis, a equipe criativa usou a arquitetura do próprio carro como mídia. A entrada de ar, peça funcional do monoposto, foi integrada ao design para replicar visualmente uma pilha Duracell, com cores e proporções reconhecíveis à distância. Em um esporte onde cada centímetro compete por atenção, a ação se destaca por fazer exatamente o oposto: menos ruído, mais impacto.
A entrada de ar sobre o cockpit é uma das regiões mais fotografadas de um F1. Câmeras onboard, transmissões ao vivo e imagens aéreas focam constantemente nessa área, garantindo exposição em praticamente todos os ângulos.
O impacto estratégico do branding inteligente na F1
Ações como essa reforçam uma tendência crescente no patrocínio esportivo: marcas que buscam relevância cultural, não apenas visibilidade de logo. A Duracell, ao transformar um componente funcional do carro em extensão da sua identidade visual, comunica seus valores com muito mais eficiência do que um logotipo isolado jamais conseguiria.

A Williams Racing sai igualmente beneficiada. O design gerou cobertura espontânea na imprensa especializada e nas redes sociais, um tipo de earned media com valor significativo no período pré-temporada, quando o interesse do público pela categoria está no pico.
A Fórmula 1 acumula mais de 800 milhões de espectadores globais por temporada. Com novos mercados e contratos de transmissão ampliados em 2026, uma ação com esse nível de memorabilidade tem potencial de repercutir muito além do grid de largada. No cenário competitivo do patrocínio esportivo, a simplicidade bem executada continua sendo o recurso mais escasso e mais poderoso.

