O presidente Samir Xaud concedeu uma entrevista para Espn para encerrar a polêmica gerada pela Nike no lançamento do novo uniforme da seleção brasileira.
A semana já estava agitada para a CBF. A estreia da nova camisa azul e o aguardado confronto contra a Croácia com o uniforme amarelo tradicional eram os assuntos principais, até que as imagens do lançamento da Nike tomaram conta das redes sociais e mudaram completamente o foco da discussão.
No meião do novo uniforme da seleção brasileira, uma palavra chamou atenção e gerou indignação imediata entre os torcedores: “Brasa”. A patrocinadora oficial havia incluído o termo como parte de uma campanha publicitária pré-Copa, substituindo o nome oficial do país no manto mais famoso do futebol mundial. A reação foi rápida, intensa e chegou até a cúpula da confederação. O presidente da CBF, Samir Xaud, precisou ir a público para encerrar o debate de uma vez por todas, e a resposta foi direta: “Não vai ter Brasa no nosso uniforme. O nosso nome é Brasil.”


Presidente da CBF descarta “Brasa” no uniforme da seleção
Samir Xaud não deixou margem para dúvida. Em entrevista ao programa Esporte Center, o presidente da CBF afirmou que o termo “Brasa” se restringe a peças promocionais e a algumas camisas do staff técnico, nunca tendo sido planejado para o uniforme de jogo oficial da seleção brasileira.
Xaud admitiu que a atual gestão foi pega de surpresa com a repercussão. O contrato com a Nike foi herdado da diretoria anterior, e a ação de marketing já estava planejada antes da nova gestão assumir o comando da entidade. Ainda assim, a posição foi firme e imediata: o uniforme de jogo não carregará o termo.
“Isso foi feito em relação à Nike para essa campanha publicitária e isoladamente”, explicou Xaud, deixando claro que a decisão de usar “Brasa” partiu exclusivamente da patrocinadora, sem aval da confederação.

Por que “Brasa” causou tanta reação entre os torcedores
A Nike usou “Brasa”, gíria popular que remete ao orgulho e à intensidade do povo brasileiro, como estratégia para conectar a campanha a um público mais jovem. A intenção era criar identificação cultural com a nova geração de torcedores, apostando em uma linguagem mais informal e próxima do cotidiano.
O problema é que o uniforme da seleção brasileira não é tratado como produto comum. Ele carrega o peso de décadas de história, conquistas e identidade nacional. Qualquer alteração, por menor que seja, é sentida de forma amplificada por milhões de torcedores.
Chaud reforçou que o respeito ao uniforme e à bandeira são prioridades inegociáveis da atual gestão. Ele lembrou que, desde o início do mandato, a diretoria já havia bloqueado a introdução de uma camisa vermelha no acervo da seleção, deixando claro que mudanças simbólicas não passariam sem revisão criteriosa.
A declaração que encerrou o debate
A fala de Samir Xaud funcionou como um recado simultâneo aos torcedores, à patrocinadora e ao mercado esportivo. O manto da seleção tem história, tem identidade e tem nome. “Vai ter Brasil no nosso meião, e não Brasa.”
O presidente da CBF deixou a mensagem clara para a nação: o uniforme da seleção brasileira não é espaço para experimentos de marketing. A inscrição que apareceu no lançamento da Nike não representa o uniforme oficial e não estará presente em nenhum jogo da seleção. O debate está encerrado.

