A montadora chinesa transforma as piores avaliações digitais em combustível para o lançamento do seu novo carro no Brasil.
A BYD decidiu não fugir das polêmicas e acaba de lançar uma ação ousada no Brasil para promover o novo Song Pro Super Híbrido Flex. A campanha coloca consumidores reais que criticam veículos eletrificados de frente para a nova aposta da marca.
O Confronto Inédito Contra o Ódio Digital
A estratégia utiliza o famoso formato da internet de 30 pessoas contra apenas 1. Nesta versão assinada pela agência WE, o alvo das críticas não é um ser humano e sim o próprio carro. O modelo chega ao mercado apresentado como o primeiro híbrido do mundo movido a etanol, gasolina e energia elétrica.
A produção captura as reações de consumidores brasileiros que ainda resistem à nova tecnologia automotiva. O filme coloca essas pessoas diante do veículo e faz com que elas encarem os seus próprios argumentos. Conforme as dúvidas são desmentidas na prática, a percepção muda de forma orgânica.
A Desinformação Como Estratégia Criativa
De acordo com Alexandre Baldy, vice presidente sênior da BYD no país, grande parte da rejeição vem da pura falta de informação. O executivo afirma que só fala mal da marca quem ainda não teve a oportunidade de dirigir um dos modelos. A campanha pega essa premissa e usa os comentários aleatórios dos críticos como base principal.
O projeto vai dominar várias telas e formatos para amplificar o debate com o público. Além da mídia digital e ativações pelas ruas, a ação prevê inserções em rede nacional na televisão. Essa parceria com o Canal Foco garante que a provocação chegue à massa e prolongue a conversa sobre mobilidade.
- O formato em vídeo de 30 contra 1 saiu das redes sociais direto para uma campanha publicitária nacional.
- A marca usou o feedback negativo orgânico dos usuários para construir o roteiro principal do lançamento.
- A ação reforça a chegada do primeiro carro global capaz de rodar com 3 tipos diferentes de energia.
Do ponto de vista estratégico, a BYD aplica uma aula de publicidade ao assumir publicamente que possui detratores. Em vez de criar um cenário perfeito, a marca usa a psicologia reversa para gerar curiosidade extrema no consumidor. Quando uma gigante do setor automotivo convida os odiadores para testar o produto, ela transmite uma confiança inabalável em sua própria tecnologia e desarma as objeções do público.
O movimento marca uma mudança clara no tom da comunicação do setor tradicional. A campanha abandona a linguagem técnica exaustiva para abraçar o entretenimento e prova que o formato nativo dos criadores de conteúdo é o melhor caminho para gerar engajamento autêntico.

