Para atrair YouTubers, a Meta financia produções e busca levar podcasts e entrevistas completos ao app, com os Reels como vitrine.
O Instagram teria oferecido contratos de até US$ 500 mil para atrair YouTubers e levar seus vídeos longos ao aplicativo, segundo reportagem do Business Insider publicada em 29 de outubro. As propostas fazem parte do teste do Features, formato que aceita vídeos horizontais de até 90 minutos. A iniciativa começou com criadores no Brasil e foi ampliada para um grupo nos Estados Unidos em 26 de outubro.
Como o Instagram quer atrair YouTubers
Segundo a reportagem, alguns criadores receberam propostas de US$ 50 mil. As maiores chegaram a US$ 500 mil. A Meta confirmou que financia diretamente produções de alguns criadores para o Features e informou que os valores dos acordos são confidenciais.
Um ponto importante da estratégia está nas condições dos contratos. De acordo com pessoas ouvidas pelo Business Insider, os acordos dispensam exclusividade. Uma fonte disse que o Instagram pediu que os criadores publiquem na plataforma, no mesmo dia, os vídeos longos que lançarem no YouTube. Na prática, o criador pode manter seu canal e testar a distribuição do mesmo episódio em outro aplicativo.
Pagamento direto. A Meta financia conteúdo de criadores selecionados para abastecer o novo formato.
Publicação nas duas plataformas. Os acordos relatados permitem manter os vídeos no YouTube.
Cortes como vitrine. Em um teste associado, criadores podem vincular até oito Reels ao mesmo vídeo completo.
Por que o Instagram quer levar vídeos do YouTube para o app
O Instagram já tem um formato para fazer um trecho de podcast ou entrevista chegar a quem ainda não conhece o canal. Com o Features, a plataforma testa o passo seguinte. Se o corte desperta interesse, o público pode assistir ao episódio completo no próprio aplicativo.
Para atrair YouTubers, o incentivo financeiro ajuda a reduzir o custo de experimentar outro canal de distribuição. Para o Instagram, os contratos ajudam a montar um catálogo inicial com criadores que já têm audiência e publicam com frequência. A aposta também pode interessar a marcas que patrocinam podcasts e séries. Um mesmo projeto pode combinar o alcance de um corte com o espaço que um episódio completo oferece para uma integração comercial.

A aposta em vídeos horizontais também aparece nas ferramentas de produção. O Instagram está testando uma versão do Edits para computadores que deve ampliar a edição nesse formato.
O desafio é manter os criadores após os primeiros contratos
O YouTube já compartilha receita de anúncios com criadores elegíveis. Para o Features, a Meta ainda não anunciou um programa equivalente. Os contratos podem convencer alguns canais a publicar os primeiros episódios. Para que mais criadores produzam regularmente para o Instagram, a plataforma precisa mostrar quanto eles podem ganhar e quantas pessoas passam dos cortes para os episódios completos.







