Pesquisa da Globo revela que influenciadora enfrenta barreiras com grandes marcas, apesar dos 54,5 milhões de seguidores.
Estudo descobre rejeição de Virginia Fonseca no mercado publicitário após análise feita pela Globo sobre o programa Sabadou, que a influenciadora apresentava no SBT. A pesquisa, realizada meses atrás, revelou resistência significativa de grandes marcas como bancos e empresas de telefonia em relação à influenciadora.

Estudo da Globo aponta perfil publicitário de Virginia Fonseca
A Globo identificou que Virginia Fonseca, mesmo com 54,5 milhões de seguidores nas redes sociais, atrai principalmente mulheres das classes C e D. Essa segmentação de público, embora representativa, não se alinha com o perfil desejado por determinados anunciantes premium.
Segundo profissionais de agências publicitárias consultados pela Folha de S.Paulo, a influenciadora é vista como alguém que “faz tudo para aparecer” em páginas de fofoca na internet. Esse fator se tornou o principal obstáculo revelado pelo estudo sobre a aceitação dela entre grandes anunciantes.


Uma agência que atualmente tem empresas anunciando no BBB 26 afirmou textualmente que não recomenda Virginia como garota-propaganda aos seus clientes. Além da percepção de imagem, outro fator que pesa contra ela é a dificuldade em negociar valores.
Um único post em suas redes pode render até R$ 400 mil, valor considerado elevado por vários profissionais do mercado publicitário. Essa precificação é apontada como um dos elementos que limita oportunidades com marcas de grande porte.
Marcas atuais e posicionamento no mercado
Até recentemente, Virginia Fonseca concentrava sua atuação publicitária na própria marca de cosméticos, We Pink, e em uma empresa de apostas. Recentemente, ela foi anunciada como parte do time de influenciadores da cervejaria Itaipava, ao lado de Nicole Bahls e Thaynara OG.
A participação da influenciadora no Domingão com Luciano Huck, no último domingo, gerou especulações sobre uma possível contratação pela Globo. No entanto, segundo informações da Folha de S.Paulo, não existe qualquer projeto confirmado para ela na emissora por ora.
A descoberta feita pelo estudo levanta questões sobre o movimento da emissora em relação a criadores de conteúdo digital e suas estratégias de atração de audiência jovem.
O paradoxo do alcance digital versus valor de marca
O estudo que descobriu a rejeição de Virginia Fonseca no mercado publicitário ilustra um fenômeno crescente no Brasil: o descompasso entre alcance digital massivo e aceitação por marcas premium. Com 54,5 milhões de seguidores, ela possui uma audiência comparável a grandes veículos de comunicação, mas enfrenta barreiras quando se trata de anunciantes que buscam associação com determinados valores de marca.
A pesquisa da Globo evidencia que o mercado publicitário brasileiro ainda prioriza o alinhamento de imagem sobre o volume de alcance, especialmente em setores como serviços financeiros e telefonia. Esse cenário levanta questões sobre como influenciadores com grande presença digital podem expandir seu portfólio de marcas parceiras mantendo sua autenticidade e conexão com o público original.
Insights revelados pelo estudo incluem:
Percepção de imagem: A associação com páginas de fofoca é vista como fator limitante por anunciantes premium.
Segmentação de público: Classes C e D não são o foco prioritário de marcas como bancos e operadoras de telefonia.
Precificação: Valores de até R$ 400 mil por post são considerados elevados em relação ao retorno esperado por determinados setores.
Análise do impacto no mercado de influência digital
A rejeição de Virginia Fonseca no mercado publicitário, conforme revelado pelo estudo da Globo, demonstra que o mercado brasileiro de influência digital está em processo de maturação. Mesmo com números impressionantes de engajamento, a construção de uma reputação corporativa sólida exige mais do que presença digital.
A capacidade de negociação de valores, a percepção de marca e o alinhamento com os objetivos estratégicos dos anunciantes continuam sendo fatores determinantes para parcerias duradouras no mercado publicitário brasileiro. O caso de Virginia serve como referência para outros influenciadores que buscam expandir suas oportunidades comerciais além de nichos específicos.
A descoberta feita pela Globo também indica que as grandes emissoras estão investindo em inteligência de mercado para entender melhor o ecossistema digital e como ele se conecta com o modelo tradicional de televisão e publicidade. Essa análise pode influenciar futuras decisões sobre contratações e parcerias estratégicas no mercado de entretenimento brasileiro.

