As falhas registradas em junho atingiram WhatsApp, Instagram e Facebook, afetando milhões de contas em todo o mundo.
Instabilidades da Meta em junho afetaram milhões de contas no WhatsApp, Instagram e Facebook. As plataformas registraram duas falhas globais no mês. Anunciantes e usuários tiveram prejuízos diretos durante os apagões.
Instabilidade na Meta: duas quedas em Junho
No dia 12 de junho, um apagão atingiu WhatsApp, Instagram e Facebook. A falha comprometeu o envio de mensagens e o carregamento de feeds nas três plataformas.
O problema também afetou as versões web dos aplicativos. A ferramenta de anúncios da empresa registrou instabilidade no mesmo período.
Anunciantes tiveram queda no alcance orgânico durante a falha. O impacto se espalhou por operações de diversas empresas conectadas ao ecossistema da companhia.
O apagão ocorreu durante o Dia dos Namorados no Brasil. A data é uma das mais relevantes para o varejo nacional. Negócios que dependem das campanhas digitais tiveram prejuízos diretos.
Na terça-feira, dia 23 de junho, uma segunda falha voltou a interromper o funcionamento dos aplicativos. O episódio reforçou as preocupações sobre a infraestrutura da companhia.
Principais pontos das falhas de Junho:
- WhatsApp, Instagram e Facebook ficaram instáveis em 12 de junho.
- A falha atingiu mensagens, feeds e versões web das plataformas.
- O apagão coincidiu com o Dia dos Namorados, data forte para o varejo.
- Uma nova interrupção nos aplicativos ocorreu em 23 de junho.
- A Meta não associou oficialmente as quedas a falhas internas.
Pressão interna na Meta: IA, demissões e MCI
A Meta não relaciona oficialmente as falhas a problemas internos. Os episódios acontecem em um momento de forte pressão estratégica sobre a companhia.
A empresa acelera a corrida por liderança em inteligência artificial. Ao mesmo tempo, enfrenta cortes de pessoal e insatisfação entre funcionários.
A Meta prevê investimentos entre US$ 66 bilhões e US$ 72 bilhões em inteligência artificial em 2026. Apesar dos aportes, a companhia promoveu demissões em diferentes áreas. Cerca de 600 profissionais ligados à área de IA perderam o cargo. Outros 7,8 mil funcionários foram desligados em outros setores da empresa.
Funcionários da divisão Applied AI relataram desgaste na rotina de trabalho. Eles descrevem jornadas intensas e tarefas repetitivas. A pressão por resultados também foi mencionada pelos profissionais.
Executivos da própria companhia admitiram falhas na condução das mudanças internas. A liderança reconheceu a necessidade de recalibrar expectativas sobre o potencial da inteligência artificial.
O programa Model Capability Initiative, conhecido como MCI, foi suspenso por tempo indeterminado. A iniciativa monitorava a atividade de funcionários para treinar modelos de inteligência artificial.
Uma falha de segurança expôs cerca de 45 mil tabelas internas. Os registros incluíam digitação, cliques de mouse e capturas de tela. Transcrições de áudio e métricas de desempenho de colaboradores nos Estados Unidos também foram expostas.
O CTO da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu internamente que o programa violou diretrizes de privacidade da própria empresa. A admissão aprofundou questionamentos sobre a governança da companhia.
Antes do vazamento, mais de 1,6 mil funcionários já haviam assinado uma petição contra o sistema de monitoramento. O grupo alertava para riscos regulatórios. A petição também citava possíveis brechas de segurança no programa.
A instabilidade na Meta se soma a outros desafios da companhia. Reestruturações internas e a disputa por liderança em inteligência artificial seguem em curso. Analistas acompanham a capacidade da empresa de equilibrar inovação e confiabilidade operacional.

