A parceria encerra um impasse judicial de 14 anos e garante presença da marca nos dois próximos ciclos de Copa do Mundo.
A Sadia e a CBF firmaram um contrato de R$ 400 milhões para a Copa do Mundo FIFA 2026, adicionando um novo patrocinador à seleção brasileira em um momento estratégico. O acordo, válido até o início de 2031, só foi possível após o encerramento de uma disputa judicial que se arrastava desde 2012, envolvendo a empresa Marfrig e sua marca Seara. Com o impasse resolvido, a confederação avançou rapidamente nas tratativas e garantiu mais um parceiro comercial em um dos momentos de maior exposição global do futebol brasileiro.
Sadia entra para a lista de patrocinadores após impasse de 14 anos
O processo que travava o avanço comercial da CBF teve início em 2012, quando a Marfrig deixou de cumprir parcelas previstas em um contrato firmado com a confederação em 2010. Na época, a marca Seara estampava os uniformes de treino e viagem da seleção brasileira, em uma das parcerias mais visíveis do futebol nacional.
Diante da inadimplência, a entidade recorreu à Justiça e deu início a um processo que percorreu diferentes instâncias ao longo de mais de uma década. Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou o caso a favor da CBF e determinou o pagamento integral das parcelas em atraso, montante que, naquele momento, girava em torno de R$ 72 milhões.
Mesmo com a decisão do STJ, a disputa não chegou ao fim imediatamente. A Marfrig contestou a determinação judicial e prolongou as negociações por mais alguns anos. Somente nas últimas semanas as partes chegaram a um entendimento definitivo, abrindo caminho para que a CBF formalizasse o novo acordo comercial com a Sadia.
Contrato entre Sadia e CBF cobre dois ciclos de Copa do Mundo
Com o encerramento do litígio, a CBF avançou de forma acelerada nas conversas com a Sadia e formalizou a parceria. O contrato prevê R$ 400 milhões até o início de 2031, garantindo a presença da marca não apenas na Copa do Mundo FIFA 2026, que será realizada em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México, mas também no ciclo seguinte.
A edição de 2030 terá um formato inédito. Argentina, Paraguai e Uruguai receberão partidas inaugurais em celebração ao centenário do torneio, enquanto Espanha, Portugal e Marrocos sediarão a maior parte das disputas. A amplitude geográfica do próximo Mundial amplia consideravelmente a visibilidade das marcas associadas à seleção brasileira.
Para a CBF, o acordo representa uma peça central na estratégia de recomposição financeira da entidade. A diretoria vem trabalhando para ampliar as receitas comerciais e reduzir a dependência de fontes tradicionais de arrecadação, especialmente em anos de Copa do Mundo, quando o interesse global pelo futebol brasileiro cresce de forma expressiva.
A estratégia comercial da CBF para o ciclo da Copa
O contrato com a Sadia não é uma iniciativa isolada. Nos últimos meses, a CBF vem construindo um portfólio robusto de patrocinadores para o período que antecede o Mundial de 2026. Empresas como Uber, Volkswagen e iFood já integravam a lista de parceiros comerciais da confederação antes deste novo acordo.
Segundo o planejamento interno, a entidade ainda pretende anunciar ao menos mais dois contratos de patrocínio relevantes antes do início do torneio. O movimento indica que a CBF está priorizando a diversificação de receitas como parte de uma gestão financeira orientada para o longo prazo.
O impacto da parceria entre Sadia e CBF para o futebol brasileiro
A chegada da Sadia como patrocinadora da seleção reflete um cenário de maior apetite das empresas brasileiras por associações com o futebol nacional em períodos de Copa do Mundo. O retorno de visibilidade em torneios da FIFA costuma justificar contratos de alto valor, especialmente quando envolve a seleção brasileira, uma das marcas esportivas mais reconhecidas no mundo.
Para a CBF, fechar um acordo desta magnitude logo após resolver um impasse de 14 anos também representa uma recuperação de credibilidade institucional no mercado de patrocínios. A capacidade de atrair investimentos de grande porte às vésperas do torneio indica que a entidade conseguiu superar os efeitos negativos gerados pelo longo conflito judicial.
O contrato entre Sadia e CBF segue vigente até 2031, o que significa que a marca estará presente em toda a campanha da seleção na Copa do Mundo de 2026 e no ciclo preparatório para 2030, consolidando uma das parcerias comerciais mais longas da história recente da confederação.

