nvestimento cresce 8,2% puxado pela explosão de dispositivos móveis e tecnologia.
O mercado publicitário no Brasil movimentou R$ 95,2 bilhões em 2025, um salto de 8,2% em relação ao ano anterior. O levantamento do Ibope aponta que o crescimento foi impulsionado pela digitalização e pela forte presença de marcas em múltiplas telas. O resultado reflete uma economia criativa aquecida, com anunciantes concentrando verbas em períodos estratégicos como o primeiro trimestre e o mês de dezembro, que teve alta de 15%.

Os setores que mais investiram
A maior surpresa do ano veio da categoria de Eletros e Informática, que registrou um aumento de 33% em compra de mídia. Este setor foi o grande motor do crescimento global, refletindo a centralidade dos dispositivos eletrônicos no cotidiano brasileiro. Outro destaque foi o setor de Viagens, com alta de 18%, consolidando a retomada dos investimentos em experiências e mobilidade.
Os cinco maiores setores da economia agora detêm 48% de todo o investimento publicitário no país. Com a unificação das métricas de Comércio e Serviços, as marcas conseguiram otimizar a distribuição de verba entre o varejo físico e o digital, buscando maior precisão no alcance do consumidor final.
Pontos de destaque do levantamento:
- Celulares e Tablets: A categoria liderou o crescimento tecnológico com alta de 94% no investimento em mídia.
- Softwares: O setor expandiu sua presença publicitária em 73% durante o último ano.
- TV e Áudio: Investimentos em aparelhos de som e vídeo subiram 66%, preparando o terreno para grandes eventos.
- Sazonalidade: O primeiro trimestre de 2025 teve picos de até 14%, mostrando um início de ano agressivo.
- Alcance: O monitoramento do Ibope cobriu Cinema, Digital, OOH, Rádio, Revista e TV Aberta/Fechada.
Estratégia e Tendência
A concentração de investimentos em dispositivos móveis e telas não é por acaso. As marcas estão executando uma estratégia de cercamento digital, onde o foco é acompanhar a jornada do usuário em tempo integral. Segundo Paula Carvalho, diretora do Ibope, a fragmentação da atenção exige que as empresas sejam mais estratégicas na escolha dos pontos de contato, transformando a publicidade em uma ferramenta de competitividade direta.
O movimento em direção ao setor de eletroeletrônicos também antecipa o ciclo da Copa do Mundo de 2026. O mercado está induzindo a renovação de aparelhos (celulares e TVs) para garantir que a audiência esteja equipada para o consumo de mídia no próximo ano. Esse alinhamento entre indústria e publicidade é o que sustenta o otimismo para os próximos doze meses.

