Nova embalagem permite remover toda a parte superior e colocar uma fatia de limão diretamente na cerveja antes do consumo.
Lata da Corona chega ao mercado brasileiro com um sistema que abre completamente a parte superior da embalagem. O formato foi desenvolvido para transferir à lata o ritual de adicionar limão, associado às garrafas long neck da marca, e começa a ser vendido em regiões selecionadas de São Paulo.
Corona remove toda a parte superior
A lata da Corona utiliza uma tampa de abertura total, diferente do sistema convencional que libera apenas uma pequena passagem para a bebida. Com a remoção da parte superior, o consumidor pode colocar uma fatia de limão diretamente dentro da embalagem.
A novidade amplia as opções de apresentação da cerveja premium da Ambev. A marca já comercializa o produto em garrafas long neck e em latas tradicionais, mas essas embalagens apresentam aberturas menores para a inclusão da fruta usada no consumo.
A companhia descreve o mecanismo como intuitivo e de abertura prática. Não foram informados detalhes técnicos sobre a fabricação da tampa, o volume da lata ou eventuais alterações na composição da embalagem. A empresa também não divulgou preço sugerido para o novo formato.
Os principais dados do lançamento são:
Lata da Corona possui abertura completa na parte superior.
Embalagem permite adicionar uma fatia de limão.
Venda inicial está concentrada no estado de São Paulo.
Zé Delivery será o primeiro canal de distribuição.
Redes Mambo e Tauste receberão o produto posteriormente.
A marca afirma que o modelo é inédito no segmento premium de cervejas no Brasil. O lançamento será usado para acompanhar a resposta dos consumidores antes de uma possível ampliação da distribuição para outros estados.
Venda começa pelo Zé Delivery em São Paulo
A distribuição inicial será feita pelo Zé Delivery na Grande São Paulo, incluindo a capital e o ABC Paulista. O produto também estará disponível nas cidades de Campinas, Paulínia, Sorocaba e Sumaré, conforme a cobertura e o estoque da plataforma.
A nova embalagem chegará posteriormente a unidades selecionadas das redes Mambo e Tauste. A relação divulgada inclui estabelecimentos em Campinas, Sorocaba, São José dos Campos, bairros da capital paulista e região de Alphaville.
Na rede Tauste, a previsão abrange as unidades Alphaville Campinas, Vila Lucy, em Sorocaba, e Jardim das Colinas, em São José dos Campos. No Mambo, foram indicadas as lojas Brooklin, Leopoldina e Alpha 1.
São Paulo também recebeu outra ativação recente da marca. A campanha Corona Sun Tables transformou mesas expostas ao sol em pontos promocionais, com um QR code que aparecia na superfície e liberava um balde da cerveja nos estabelecimentos participantes.
A escolha de São Paulo concentra a etapa inicial da nova lata no maior mercado cervejeiro do país. O estado também ocupa a primeira posição nacional na produção de limão, conforme as informações apresentadas pela marca durante o lançamento.
A disponibilidade poderá variar conforme endereço, estoque e cobertura do serviço de entrega. A Corona não informou quantas unidades foram produzidas para a primeira fase nem estabeleceu prazo para o encerramento do teste comercial.
Embalagem leva ritual do limão para novo formato
A abertura total transfere para a lata uma prática tradicionalmente associada à garrafa transparente da Corona. Nas long necks, o consumidor costuma colocar uma fatia de limão pelo gargalo antes de beber o produto.
A diretora de Marketing da Corona, Mariana Dedivitis, afirmou que “o ritual do limão é o coração da experiência de Corona”. Segundo a executiva, cada embalagem do portfólio deverá atender situações diferentes de consumo sem abandonar elementos associados à marca.
A relação com a fruta também apareceu na campanha Lime Guides, que marcou limões com guias de corte a laser. As linhas indicavam a posição do corte necessário para produzir uma fatia compatível com o gargalo das garrafas e com outros formatos da cerveja.
A ação distribuiu mais de 25 mil limões em varejistas de três continentes. As frutas receberam marcações de diferentes tamanhos para atender as embalagens da marca. A gravação foi aplicada apenas na casca e utilizou uma tecnologia classificada como segura para alimentos.
Na nova lata, a alteração está concentrada na parte superior. O restante da apresentação mantém os elementos visuais ligados à Corona. Após a remoção completa do disco superior, a embalagem assume uma abertura semelhante à de um copo.
A empresa não detalhou se o mecanismo será aplicado às demais versões da cerveja. Também não foi confirmada a utilização da tampa em Corona Cero, opção sem álcool da marca, ou em outros produtos do portfólio da Ambev.
Lata da Corona pode chegar a outros estados
A comercialização em São Paulo funcionará como etapa de avaliação do novo formato. A Corona pretende acompanhar a aceitação do público e verificar a possibilidade de distribuir a embalagem em outras regiões brasileiras.
A empresa não anunciou uma relação de estados considerados para a expansão. Também não apresentou metas de vendas, duração do período de avaliação ou indicadores utilizados para determinar a continuidade do formato.
A chegada às lojas físicas ocorrerá depois da estreia no Zé Delivery. Esse cronograma permite que a marca inicie a distribuição em áreas delimitadas e amplie os pontos de venda conforme a disponibilidade do produto.
A embalagem também acompanha o posicionamento da Corona relacionado ao sol, ao ar livre e aos momentos de desconexão. Essa identidade apareceu na ação Sombras do Sol, que transformou a luz natural em anúncio projetado sobre calçadas.
Na campanha, as sombras formavam o contorno de uma garrafa no momento em que o sol alcançava o horizonte. Um traço branco feito com giz completava a imagem do rótulo, sem uso de efeitos digitais ou retoques na composição.
O novo formato adiciona uma alternativa ao portfólio sem substituir as garrafas e latas convencionais. A empresa mantém a long neck como uma das principais apresentações da cerveja e posiciona a embalagem com abertura total para situações em que o consumidor prefira a praticidade da lata.
A Corona não informou se a tampa altera as orientações de transporte e armazenamento. As condições de venda, preço e disponibilidade serão apresentadas pelos estabelecimentos e pelo aplicativo responsável pela primeira etapa de distribuição.
A lata da Corona poderá alcançar novos mercados após a avaliação das vendas em São Paulo. Por enquanto, a embalagem está limitada às cidades e lojas indicadas pela marca, sem confirmação de lançamento nacional.










