Dois jatos Embraer cruzaram o DHL Stadium antes de jogo com 56.589 torcedores e provocaram debate sobre a segurança da operação.
Sobrevoo da Airlink levou duas aeronaves de passageiros a uma distância estimada entre 12 e 14 metros do teto do DHL Stadium, na Cidade do Cabo. A apresentação antecedeu a partida entre Springboks e All Blacks e ganhou repercussão internacional após a circulação das imagens nas redes sociais.
Sobrevoo da Airlink reúne dois jatos Embraer
O sobrevoo da Airlink foi realizado por dois aviões que atravessaram o estádio em formação. A primeira aeronave subiu ao alcançar a borda da cobertura. O segundo jato passou logo atrás e atravessou uma nuvem de pó rosa liberada como parte do espetáculo anterior à partida.
O serviço de monitoramento Flightradar24 estimou que o primeiro avião manteve entre 41 e 46 pés de distância do teto. A medida corresponde a aproximadamente 12 a 14 metros. A estimativa foi repercutida pela Associated Press após a análise dos dados disponíveis do voo.
As gravações produzidas dentro e fora do estádio mostraram perspectivas diferentes da passagem. Imagens externas evidenciaram a proximidade entre o primeiro avião e a cobertura curva. Vídeos registrados nas arquibancadas mostraram a sequência das aeronaves e a reação dos torcedores presentes.
Os principais dados conhecidos da operação são:
Sobrevoo da Airlink utilizou dois aviões em formação.
Velocidade informada foi de aproximadamente 150 nós.
Cada aeronave transportou três comandantes seniores.
Nenhum passageiro estava a bordo dos dois jatos.
Primeiro avião ficou entre 12 e 14 metros do teto.
A ação ocorreu antes do segundo teste da série Rugby’s Greatest Rivalry 2026. A África do Sul venceu a Nova Zelândia por 33 a 26 e empatou a disputa entre as seleções. O público oficial da partida chegou a 56.589 pessoas no estádio da Cidade do Cabo.
Airlink afirma ter seguido limites autorizados
A Airlink informou que a passagem exigiu planejamento, ensaios e coordenação com os órgãos responsáveis pelo espaço aéreo. A empresa afirmou que recebeu orientação, aprovação e apoio da Autoridade de Aviação Civil da África do Sul e dos Serviços de Navegação do Tráfego Aéreo.
Cada avião transportava três capitães experientes. Os profissionais atuaram como comandante, copiloto e oficial técnico de segurança. A empresa declarou que os registros das aeronaves confirmaram o cumprimento dos limites de velocidade e altitude aprovados para a apresentação.
Os jatos voaram a aproximadamente 150 nós, equivalentes a cerca de 278 quilômetros por hora. A velocidade e a baixa altitude exigiram uma trajetória previamente definida. A companhia também confirmou que não havia passageiros nos aviões durante a operação sobre o estádio.
As explicações não encerraram os questionamentos sobre a margem disponível diante de uma eventual falha. Chris Martinus, presidente da Associação de Proprietários e Pilotos de Aeronaves da África do Sul, avaliou que a altitude reduzia as alternativas para os pilotos em caso de imprevisto.
O consultor de aviação Keith Tonkin citou riscos relacionados a turbulência e colisões com aves. Ele também observou que jatos regionais de passageiros não são projetados especificamente para apresentações em baixa altitude. Os dois profissionais apresentaram suas avaliações em entrevistas à Associated Press.
Não houve registro de feridos, danos às aeronaves ou interrupção da partida. As críticas ficaram concentradas na distância entre os aviões, a cobertura e as arquibancadas. Também surgiram questionamentos sobre a passagem do segundo jato pela nuvem de pó rosa produzida no estádio.
Pinturas conectam aeronaves à série de rugby
A companhia utilizou duas aeronaves Embraer com pinturas relacionadas às seleções participantes. O Embraer E190, matrícula ZS-YAE, recebeu acabamento verde associado aos Springboks. O Embraer E195, matrícula ZS-YDE, foi pintado de preto, cor tradicionalmente usada pelos All Blacks.
Os aviões também exibiam o logotipo da Rugby’s Greatest Rivalry 2026. A Airlink assumiu a função de transportadora doméstica oficial da competição. O acordo abrange o deslocamento de jogadores, treinadores, dirigentes e equipes de apoio durante os compromissos realizados na África do Sul.
A turnê reúne partidas das seleções masculinas e femininas, além de confrontos contra equipes provinciais sul-africanas. A programação inclui quatro testes entre Springboks e All Blacks. Três jogos foram marcados para a África do Sul, enquanto o último confronto será realizado nos Estados Unidos.
As mesmas aeronaves já haviam participado de uma apresentação sobre o Ellis Park, em Johannesburgo, antes do primeiro teste da série. Naquela operação, os aviões verde e preto também voaram em formação como parte da ativação promovida pela transportadora.
Passagens de aviões sobre partidas de rugby possuem antecedentes na África do Sul. Um Boeing 747 sobrevoou o Ellis Park antes da final da Copa do Mundo de 1995. O jogo também envolveu África do Sul e Nova Zelândia e terminou com o primeiro título mundial dos Springboks.
A ação de 2026 integrou a estratégia de exposição da marca durante a competição. As pinturas especiais relacionaram os aviões às duas seleções, enquanto o voo posicionou a companhia dentro da programação anterior ao jogo. A repercussão ultrapassou os canais esportivos após as imagens alcançarem veículos internacionais.
Dados do sobrevoo da Airlink serão revisados
A companhia entregou voluntariamente à autoridade reguladora os registros produzidos pelos dois aviões. O material inclui informações dos gravadores de voo, conhecidos como caixas-pretas. A análise permitirá comparar velocidade, altitude e trajetória com os parâmetros definidos na autorização.
A Autoridade de Aviação Civil da África do Sul ainda não divulgou uma conclusão independente sobre eventual irregularidade. A empresa sustenta que as tripulações cumpriram o planejamento aprovado e mantiveram os aviões dentro dos limites estabelecidos durante os ensaios.
Os dados também poderão esclarecer diferenças entre a altitude registrada pelos sistemas das aeronaves e as estimativas obtidas por plataformas de monitoramento. A altura do estádio e as condições do terreno precisam ser consideradas no cálculo da distância efetiva entre a fuselagem e a cobertura.
O sobrevoo da Airlink permanece sob revisão técnica, sem registro de acidente ou abertura de punição anunciada. A manifestação do órgão regulador deverá determinar se a passagem respeitou integralmente a autorização concedida para a apresentação sobre o DHL Stadium.










