O McDonald’s lançou sua campanha global para a Copa do Mundo 2026 com uma inversão simples e eficiente: os maiores nomes do futebol mundial aparecem não em campo, mas fazendo pedido no balcão. A ação, criada pela Wieden+Kennedy New York, foi ao ar em 2 de junho e chega a mais de 100 mercados, com o World Cup Meal e uma linha de copos colecionáveis como peças centrais da ativação.
Os Craques que Aparecem Comendo, Não Jogando
O filme global reúne David Beckham, Ronaldinho Gaúcho, Thierry Henry, Son Heung-min e Lamine Yamal, além dos representantes dos países-sede: Christian Pulisic (EUA), Santiago Giménez (México) e Alphonso Davies (Canadá). Nenhum deles aparece com a bola no pé. A câmera os registra na fila, pedindo, esperando, sendo cliente comum. A marca chama esse conceito de “fan truth”: a ideia de que todo mundo, até um craque global, é fã do McDonald’s.
A lógica não é nova para a rede. A plataforma “Famous Orders” já havia transformado o pedido favorito de BTS e Travis Scott em campanha. Para uma marca de consumo de massa, pertencimento rende mais do que aspiração. O ídolo deixa de estar no pedestal e vai para a mesma fila que o torcedor.
Ronaldinho Gaúcho falou sobre a relação com a marca: “Depois dos treinos, quando tinha fome a caminho de casa, passava quase todos os dias por um McDonald’s.” Thierry Henry lembrou os tempos de adolescente nos arredores de Paris, quando ir ao McDonald’s era um presente especial que ele tentava esconder dos pais.
Os Copos que Seguram a Campanha
A peça de ativação mais relevante não é o filme. É a coleção de 6 copos colecionáveis, disponíveis a partir de 9 de junho dentro da McOferta Copa do Mundo da FIFA 26. Os modelos homenageiam:
- Ronaldinho Gaúcho (Brasil)
- David Beckham (Inglaterra)
- Thierry Henry (França)
- Son Heung-min (Coreia do Sul)
- Lamine Yamal (Espanha)
- Grimace, o mascote roxo clássico do McDonald’s

Cada copo traz detalhes específicos sobre o personagem retratado, com referências a momentos e carreiras. A Morgan Flatley, CMO global da rede, descreveu o objetivo como criar um objeto simultaneamente “icônico, nostálgico e digno de ser guardado.” A função comercial é direta: os copos são descritos pela própria marca como geradores de tráfego durante o período da Copa.
A campanha se estende ao público infantil com 15 pelúcias Squishmallows em uniformes exclusivos no McLanche Feliz da Copa, cada uma acompanhada de código para jogo digital temático. Os restaurantes selecionados também recebem intervenções visuais nos Arcos Dourados, com a bola oficial da Copa do Mundo integrada à identidade visual da fachada.
Ilca Sierra, diretora de Marketing do McDonald’s Brasil, afirmou que a proposta é transformar as McOfertas e produtos licenciados em elementos capazes de reforçar a atmosfera da competição e criar memórias associadas ao torneio.
Quando o Clima da Copa Vira Argumento de Balcão
O McDonald’s tem mais de 30 anos de parceria com a Copa do Mundo e aprendeu uma coisa que poucas marcas dominam: o evento não precisa entrar pela televisão para funcionar. Ele entra pelo drive-thru. Enquanto a maioria das marcas compra mídia em torno da Copa, o McDonald’s coloca a Copa dentro do produto que as pessoas já consomem todo dia.
Morgan Flatley resumiu o raciocínio: “De quatro em quatro anos, o Mundial une o mundo. Todos os dias, o McDonald’s une pessoas.” A campanha não tenta chegar mais perto do estádio. Tenta trazer o clima da Copa para mais perto de quem nunca vai entrar num.

