Meta testa plano pago para eliminar patrocínios nas abas Status e Canais.
O WhatsApp está desenvolvendo uma assinatura premium que permitirá aos usuários remover anúncios do aplicativo. A informação foi descoberta pelo site Android Authority dentro do código da versão mais recente do mensageiro, nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026.

Função Premium em Desenvolvimento
O recurso permitirá ocultar qualquer conteúdo patrocinado nas abas Status e Canais mediante pagamento de uma mensalidade. Até o momento, a Meta não divulgou valores, data de lançamento ou quais países receberão o plano primeiro.
Trechos de código encontrados na análise técnica confirmam a existência de uma estrutura de assinatura dentro do app. A implementação seguirá o padrão de cobrança do Android e iOS, mas detalhes operacionais ainda não foram revelados pela empresa.
A funcionalidade marca uma mudança significativa na estratégia do aplicativo, que historicamente criticava modelos de negócio baseados em publicidade. Em comunicados anteriores, o WhatsApp posicionava o usuário como cliente, não como produto.
Monetização Dual
A Meta busca equilibrar duas fontes de receita simultâneas no mensageiro. De um lado, mantém anúncios para usuários gratuitos. Do outro, oferece experiência sem interrupções publicitárias para quem pagar.
Essa abordagem já é comum em plataformas de streaming e redes sociais, mas representa território novo para aplicativos de mensagens com a escala do WhatsApp. O app conta com mais de 2 bilhões de usuários ativos mensalmente.
A empresa não confirmou oficialmente o desenvolvimento do recurso. Ainda não há previsão de quando testes públicos poderão começar ou se todos os mercados receberão a opção simultaneamente.
Análise de Mercado
A estratégia de monetização dupla reflete o amadurecimento do modelo freemium em aplicativos de comunicação. Ao oferecer uma camada paga, a Meta diversifica receitas sem alienar a base gratuita que sustenta o efeito de rede do WhatsApp.
A decisão também posiciona o app competitivamente contra serviços como Telegram Premium, que já oferece recursos exclusivos pagos. Para anunciantes, o movimento é estratégico: mantém inventário publicitário abundante enquanto cria segmentação premium baseada em disposição de pagamento.
O timing coincide com pressões globais por novas fontes de receita na Meta, enquanto regulações de privacidade limitam efetividade de anúncios direcionados. A assinatura anti-ads pode revelar quanto usuários valorizam experiências limpas versus economia de custos.

