A gigante das redes sociais bate recordes de receita e aposta em IA generativa como próximo passo da transformação digital.
A Meta divulgou resultados financeiros que superaram expectativas do mercado, com crescimento de 22% na receita e lucro líquido de US$ 20,8 bilhões no último trimestre. A empresa de Mark Zuckerberg anunciou que está acelerando investimentos em inteligência artificial, com meta ambiciosa de desenvolver sistemas de superinteligência ainda em 2026.
Números que impressionam Wall Street
O faturamento trimestral da companhia atingiu US$ 48,4 bilhões, impulsionado principalmente por publicidade no Facebook, Instagram e WhatsApp. A base de usuários ativos diários cresceu para 3,35 bilhões de pessoas em todas as plataformas, consolidando o domínio da empresa no ecossistema de mídias sociais.
O lucro por ação ficou em US$ 7,63, superando as projeções de analistas que esperavam US$ 6,78. As ações da Meta dispararam 4,8% no after hours, elevando o valor de mercado da companhia para mais de US$ 1,5 trilhão.
Os gastos com infraestrutura de IA saltaram para US$ 9,2 bilhões no trimestre, com previsão de investimentos totais entre US$ 60 bilhões e US$ 65 bilhões em 2026. A empresa está ampliando data centers e adquirindo chips especializados para treinar modelos de linguagem cada vez mais sofisticados.
A aposta na superinteligência
Zuckerberg afirmou durante teleconferência com investidores que a Meta pretende criar sistemas de IA capazes de raciocínio complexo e execução autônoma de tarefas. O executivo destacou que a superinteligência será integrada aos produtos da empresa, transformando a experiência de bilhões de usuários.
A estratégia inclui o desenvolvimento do Llama 4, próxima geração do modelo de linguagem de código aberto da companhia, com capacidade de processamento 10 vezes superior ao Llama 3. Os testes internos indicam que o novo modelo consegue resolver problemas matemáticos avançados e escrever código complexo com precisão inédita.
A Meta AI, assistente inteligente presente em todas as plataformas da empresa, já ultrapassou 1 bilhão de interações mensais. A ferramenta está sendo aprimorada com recursos de geração de imagens, vídeos e edição criativa, competindo diretamente com ChatGPT da OpenAI e Gemini do Google.
Estratégia de diferenciação no mercado de IA
A movimentação da Meta revela uma estratégia clara de diferenciação pela escala e integração vertical. Enquanto concorrentes dependem de parcerias e APIs externas, a empresa de Zuckerberg controla toda a cadeia, desde a infraestrutura de hardware até a distribuição para usuários finais através de suas redes sociais.
O modelo de código aberto do Llama cria um ecossistema de desenvolvedores que alimenta inovações sem custo direto para a Meta, ao mesmo tempo que posiciona a empresa como líder em democratização da IA. Essa abordagem híbrida, gratuita para pesquisadores e paga para empresas, gera receita adicional enquanto fortalece a marca.
A corrida pela superinteligência coloca a Meta em confronto direto com OpenAI, Google, Microsoft e Anthropic. A diferença está na capacidade de monetização imediata através de publicidade direcionada por IA, gerando retorno sobre investimento mais rápido que modelos baseados em assinaturas. A integração nativa com Instagram e WhatsApp garante adoção em massa sem necessidade de educar o mercado sobre novos produtos.

