De bordões inesquecíveis a jingles que grudaram na mente, relembre as campanhas que definiram gerações.
O universo da publicidade brasileira é um caldeirão de criatividade, humor e emoção, capaz de gerar campanhas que transcendem o simples ato de vender e se tornam parte da cultura popular. Desde os primórdios da televisão até a era digital, comerciais icônicos moldaram o imaginário coletivo, criando bordões, personagens e músicas que ecoam por décadas.
O Poder da Memória Coletiva
A capacidade de uma propaganda de “grudar” na mente do consumidor é o Santo Graal do marketing. No Brasil, essa arte foi dominada por diversas marcas e agências, que souberam tocar o público de formas únicas. Seja pela repetição de um jingle, pela força de um personagem ou pela inteligência de um roteiro, esses comerciais se tornaram verdadeiros fenômenos.
Os Gigantes da Publicidade Brasileira
Brastemp – “Não é assim uma Brastemp” (1996): O bordão, criado pela Talent, virou sinônimo de qualidade e excelência, sendo usado até hoje para comparar produtos e situações.
Mamíferos da Parmalat (1990s): Crianças fantasiadas de bichinhos fofos dançando e bebendo leite criaram uma febre, gerando uma campanha de troca de embalagens por pelúcias que esgotou rapidamente.
Bombril – “Mil e uma utilidades” (Desde 1970s): Com o ator Carlos Moreno como garoto-propaganda, a Bombril se tornou um ícone de versatilidade, com mais de 330 comerciais que marcaram época.
Dolly – “Dollynho, seu amiguinho” (2004): Apesar de polêmico, o jingle do Dollynho se tornou um clássico, especialmente entre os mais jovens, garantindo uma fatia do mercado de refrigerantes.
McDonald’s – “Big Mac: dois hambúrgueres…” (1983): O jingle que lista os ingredientes do Big Mac se tornou uma obrigação para os fãs, com promoções que premiavam quem conseguisse cantá-lo sem errar.
Twix – “Biscoito, chocolate, caramelo” (2006): A campanha “Gritos” da AlmapBBDO, com jovens que repetiam os ingredientes do chocolate, foi um sucesso estrondoso e virou febre nacional.
Nissan – “Pôneis Malditos” (2011): Criada pela Lew’Lara\TBWA, a campanha com pôneis cantantes para a picape Frontier foi um dos maiores memes do ano, impulsionando as vendas da Nissan em mais de 80%.
Posto Ipiranga – “Pergunta lá no Posto Ipiranga” (2011): O bordão da Talent Marcel se popularizou como resposta para qualquer pergunta, destacando a variedade de serviços da rede de postos.
UsTop – “Bonita camisa, Fernandinho” (1984): O bordão que brincava com a ideia de que “o mundo trata melhor quem se veste bem” se tornou um clássico dos anos 80, com a UsTop no centro da piada.
Poupança Bamerindus – “O tempo passa, o tempo voa…” (1992): O jingle chiclete da Colucci sobre a poupança Bamerindus ficou na memória, mesmo após o fim do banco.
Embratel – “DDD 21” (1990s): Os DDS, três meninos fantasiados, divertiam o público e ajudavam a fixar o prefixo 21 da Embratel para ligações de longa distância.
Valisère – “Primeiro sutiã” (1987): A campanha da W/GGK com a modelo Patrícia Lucchesi marcou a transição da infância para a adolescência de muitas meninas.
C&A – “Abuse e use C&A” (1980s): Um jingle que incentivava a liberdade de expressão através da moda, tornando-se um hino para a marca.
Guaraná Antarctica – “Pipoca e Guaraná” (1990s): A combinação perfeita ganhou um jingle que grudou na cabeça dos brasileiros, celebrando um clássico lanche.
Tigre – “Recanto do Guerreiro” (2000s): A campanha da Tigre que afirmava “Quem usa Tigre é autoridade no assunto” consolidou a marca como referência em materiais de construção, com um tom de reconhecimento ao profissional.
Coca-Cola – Caravana de Natal (Desde 1990s): As caravanas iluminadas e os comerciais de Natal da Coca-Cola se tornaram uma tradição anual, simbolizando a magia da época.
Skol – “Redondo é sair do seu quadrado” (2000s): A Skol se reinventou com campanhas que celebravam a diversidade e a quebra de padrões, tornando-se uma das marcas mais inovadoras.
Mon Bijou – “Você também é bom” (1988): Com Carlos Moreno, a campanha da W/GGK ousou ao citar o concorrente, reforçando a qualidade do amaciante Mon Bijou.
Casas Bahia – “Quer pagar quanto?” (2000s): O bordão da Casas Bahia se tornou sinônimo de negociação e flexibilidade, reforçando a imagem da loja como acessível.
Brahma – “Tartaruga” (1990s): O comercial da Brahma com a tartaruga que “anda devagar, mas chega lá” para pegar sua cerveja, tornou-se um clássico do humor e da persistência.
A Estratégia por Trás do Sucesso
A publicidade brasileira sempre se destacou pela sua capacidade de se conectar com o público de forma autêntica e memorável. A chave para o sucesso dessas campanhas reside na combinação de criatividade, relevância cultural e uma execução impecável. Muitas vezes, o humor, a emoção ou a simplicidade de um bordão são os elementos que transformam um comercial em um fenômeno. Em um mercado cada vez mais fragmentado, a habilidade de criar narrativas que ressoam com o dia a dia das pessoas continua sendo o diferencial para construir marcas fortes e duradouras.
Frase-Chave: Comerciais que marcaram época no Brasil Slug: comerciais-marcaram-epoca-brasil Metadescrição: Relembre os 20 comerciais mais icônicos da publicidade brasileira que chocaram o país e viraram lenda, de Brastemp a Pôneis Malditos. Tags: publicidade, marketing, comerciais, Brasil, campanhas, marcas, história da publicidade, bordões, jingles

