A gigante de mobilidade entra em campo como patrocinadora oficial das seleções brasileiras masculina e feminina, em acordo que abrange base e elite até o Mundial Feminino no Brasil.
A Uber oficializou nesta quinta-feira (5) uma parceria com a Confederação Brasileira de Futebol que a coloca como patrocinadora oficial de todas as seleções brasileiras. O acordo cobre categorias de base e principais, tanto no masculino quanto no feminino, com foco estratégico na Copa do Mundo Masculina de 2026 e no Mundial Feminino de 2027, que será sediado no Brasil.
Escopo da parceria vai além da exposição de marca
O patrocínio não se limita às seleções principais. A Uber estará presente em competições nacionais como o Brasileirão Feminino Série A1, a Copa do Brasil e a Supercopa, além de investir nas categorias Sub-17, Sub-20 e Sub-23. A empresa também será responsável pelos transportes oficiais das delegações, integrando sua expertise logística ao futebol.
Segundo Sílvia Penna, diretora-geral da Uber no Brasil, a iniciativa reforça o vínculo da plataforma com o cotidiano nacional. “Estar ao lado das seleções brasileiras é uma forma de apoiar o que nos une como país e de contribuir para que atletas, comissões técnicas e torcedores cheguem mais longe”, afirmou a executiva.
Ativações digitais e experiências presenciais no radar
A parceria prevê ativações de live marketing, conteúdos digitais exclusivos e experiências interativas para torcedores. As ações incluem presença em treinos, estádios e nas redes sociais da CBF e da Uber, além de iniciativas socioeducacionais por meio do programa Seleção Solidária.
O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou que a chegada da Uber representa um passo na modernização da entidade, alinhando tradição esportiva com inovação tecnológica.
A estratégia por trás do patrocínio esportivo
O timing do acordo é calculado. O Brasil figura como um dos maiores mercados globais da Uber, e o futebol surge como canal direto para ampliar o engajamento emocional com o público brasileiro. A plataforma sai da posição de ferramenta de deslocamento para se posicionar como parte da identidade cultural do país.
Ao associar-se às seleções em ciclos de Copa do Mundo, a Uber ganha visibilidade massiva em momentos de pico de audiência e sentimento nacionalista, criando oportunidades para conversão de marca em preferência de consumo. A aposta nas categorias de base e no futebol feminino também alinha a empresa a pautas de inclusão e desenvolvimento esportivo, fortalecendo sua narrativa de responsabilidade social.
O movimento reflete uma tendência do mercado de tecnologia: migrar de patrocínios pontuais para parcerias integradas, que geram valor de longo prazo e permitem ativações multiplataforma com alcance orgânico e pago.

