O Super Bowl LX acontece neste domingo, 8 de fevereiro, e representa a união entre esporte, entretenimento e publicidade em seu nível mais alto. A final da NFL entre New England Patriots e Seattle Seahawks será transmitida ao vivo para mais de 100 milhões de espectadores simultaneamente.
Para o mercado publicitário, é o evento mais importante do ano. Um único anúncio de 30 segundos custa entre US$ 7 milhões e US$ 8 milhões (de R$ 37 a R$ 42 milhões). Nenhum outro espaço publicitário no mundo chega perto desse valor.
Onde assistir COM os comerciais americanos originais:
• ESPN (TV por assinatura) – Transmissão ao vivo a partir das 20h30
• NFL Game Pass via app DAZN (streaming) – Transmissão ao vivo a partir das 20h30
• Disney+ (plano Premium) – Transmissão ao vivo a partir das 20h30
Onde assistir SEM os comerciais americanos (com publicidade local):
• SporTV (TV por assinatura) – Transmissão ao vivo a partir das 20h30
• Globoplay (plano Premium) – Transmissão ao vivo a partir das 20h30
• TV Globo (TV aberta) – Apenas show do intervalo após o BBB 26, por volta das 22h
• Multishow (TV por assinatura) – Foco no show com pré-programa a partir das 21h30
• ge tv (YouTube) – Transmissão gratuita do show do intervalo por volta das 22h
Quanto custa e por que os comerciais são tão caros
O Super Bowl é o único evento onde os comerciais são tão aguardados quanto o conteúdo principal. Em 2026, o valor médio de um anúncio de 30 segundos ficou entre US$ 7 e 8 milhões. Para comparação, um comercial no horário nobre de uma grande rede americana custa entre US$ 100 mil e US$ 200 mil.
A diferença está na audiência garantida. A edição de 2025 atraiu 127,7 milhões de espectadores apenas nos Estados Unidos. Somando a audiência global, o número ultrapassa facilmente os 150 milhões de pessoas assistindo ao mesmo tempo.
Mas não é apenas a quantidade de espectadores que justifica o preço. É o engajamento. Durante o Super Bowl, as pessoas não fogem dos comerciais. Elas os aguardam, comentam nas redes sociais, criam rankings e compartilham os vídeos. Um comercial bem-sucedido pode viralizar instantaneamente e gerar milhões de visualizações adicionais no YouTube.
As marcas que dominam o Super Bowl
Gigantes como Budweiser, Doritos, Pepsi, Coca-Cola, Amazon, Google e Apple investem pesado não apenas nos slots, mas em produções cinematográficas. Celebridades de Hollywood, diretores renomados e roteiros elaborados transformam cada anúncio em um mini-filme.
Muitas marcas lançam teasers dos comerciais online dias antes do evento. Essa estratégia multiplica o alcance e cria antecipação. Após a exibição, agências especializadas e o público criam rankings dos melhores e piores anúncios, estendendo a vida útil da campanha por semanas.
Para estúdios de cinema, o Super Bowl é o momento definitivo para lançar trailers de blockbusters. Disney, Warner Bros, Universal e Sony pagam os mesmos milhões para apresentar seus maiores lançamentos do ano. O retorno é imediato: milhões de visualizações, tendências no Twitter e cobertura em todos os principais veículos de entretenimento.
Feed original versus comerciais locais: qual escolher
A diferença entre as transmissões disponíveis no Brasil está nos intervalos comerciais. ESPN e Disney+ mantêm o feed original americano. Isso significa que você verá exatamente os mesmos anúncios que os espectadores dos Estados Unidos.
Para profissionais de publicidade, criativos e entusiastas do mercado, essa é a única opção válida. É a forma de analisar em tempo real as estratégias das maiores marcas do mundo. O Super Bowl funciona como um termômetro do que está funcionando na comunicação global.
Já SporTV e Globoplay substituem os comerciais americanos por publicidade brasileira durante os breaks. A experiência é focada no jogo e no show, sem o componente cultural dos anúncios originais.
Bad Bunny faz história no show do intervalo
No meio de toda essa explosão publicitária, o Halftime Show acontece por volta das 22h (horário de Brasília). Bad Bunny será o protagonista, fazendo história como o primeiro artista latino a comandar sozinho o espetáculo.
O rapper porto-riquenho, de 31 anos, cantará predominantemente em espanhol. Ele participou como convidado de Shakira e Jennifer Lopez em 2020, mas esta é sua estreia liderando o palco sozinho.
Bad Bunny, nascido Benito Antonio Martínez Ocasio, é o artista latino mais ouvido de todos os tempos no mundo. Seu álbum “Debí Tirar Más Fotos”, lançado em janeiro de 2025, dominou as paradas. Todas as 17 faixas do álbum entraram na Billboard Hot 100 simultaneamente.
Com três Grammy Awards e 11 Grammy Latinos, o cantor já garantiu 12 indicações ao próximo Grammy Latino. A escolha gerou polêmica, com críticas de setores conservadores americanos e do presidente Donald Trump.
A responsabilidade cultural do momento
Bad Bunny encara o Super Bowl como uma missão que vai além da música. “O que estou sentindo vai além de mim. É por aqueles que vieram antes de mim e correram incontáveis jardas para que eu pudesse entrar e marcar um touchdown… isto é pelo meu povo, pela minha cultura e pela nossa história”, declarou.
O show de Kendrick Lamar em 2025 estabeleceu um recorde histórico com 133,5 milhões de espectadores, superando até mesmo a audiência do jogo. Bad Bunny tem tudo para repetir ou superar esse número.
Dias após o Super Bowl, o rapper estreia no Brasil. Shows nos dias 20 e 21 de fevereiro no Allianz Parque, em São Paulo, esgotaram em menos de uma hora. A turnê mundial do álbum incluiu uma residência de 30 datas em Porto Rico que impulsionou a economia da ilha.
A potência global do futebol americano
O Super Bowl transcendeu o esporte há décadas. É um fenômeno cultural que movimenta bilhões de dólares e define tendências. A NFL é a liga esportiva mais rica do mundo, com receita anual superior a US$ 18 bilhões.
A final atrai não apenas fãs de futebol americano, mas pessoas que nunca assistiram a um jogo durante a temporada. Famílias se reúnem, festas são organizadas e até quem não entende as regras acompanha o evento pelos comerciais e pelo show.
A transmissão é um espetáculo de produção. Câmeras de alta tecnologia, replays em câmera lenta, análises táticas em tempo real e comentaristas especializados transformam o jogo em entretenimento premium. Cada jogada é dissecada, cada decisão é debatida.
Apple Music e o domínio do entretenimento ao vivo
O Apple Music Super Bowl Halftime Show marca a terceira edição sob o patrocínio da gigante de tecnologia. Apple Music assumiu o evento em 2023, substituindo a Pepsi. Antes de Bad Bunny, Rihanna (2023), Usher (2024) e Kendrick Lamar (2025) comandaram o palco.
A estratégia é clara: dominar a música urbana e pop global, competindo com Spotify e YouTube. A NFL não paga cachê aos artistas, arcando apenas com os custos milionários de produção. Mas o retorno em exposição é incomparável.
Artistas veem explosões em vendas e streams nos dias seguintes ao show. Para Bad Bunny, que já domina o mercado latino, o Super Bowl consolida sua posição como superestrela global. A Apple Music se posiciona como a plataforma que entrega esses momentos históricos.

